Nacir Sales entrevista Iza Salles na Livraria Cultura
Se você ver Iza Salles passar… não tenha dúvidas, bata palmas! E, aproveite, ela esta em São Paulo. Iza vive cercada de uma população muito nobre: viscondes, princesas, duques. Iza mantém contatos imediatos com o Século XIX e nos entrega conservado e belo, em um candelabro de prata, O CORAÇÃO DO REI.
Entrevistei Iza para o primeiro programa do Dr. Negociação, na nova ediçao 2009. O encontro não poderia ter ocorrido em local mais acertado: a Livaria Cultura do Shooping Villa Lobos. Se você gosta de ler sabe porque este é o melhor lugar do mundo para um encontro com a autora de O CORAÇÃO DO REI. Para que a entrevista fosse a mais inteligente da televisão brasileira, convidei a Selma Ligeiro Rein para me ajudar a tirar do coraçao da Iza o Coração do Rei.
É incrível, Dom Pedro era um animal sedutor, quase 200 anos após sua morte, sepultando seu corpo em Lisboa e remetendo seu coração para a Cidade do Porto, ele continua seduzindo mulheres bonitas e inteligentes: é o caso da Iza que se não fosse a proteção do tempo que separam suas vidas, seria outro tormento para a Imperatriz Leopoldina: Iza sabe tudo sobre Dom Pedro, até mesmo detalhes sórdidos, eróticos ou estóicos só descobertos na intimidade do sexo ou do confessionário, sim Iza sabe tudo e nos conta tudo (na entrevista um pouco e no livro tudo, detalhe por detalhe).
Para provocar minha entrevistada comparei Dom Pedro (antes de virar herói quando ainda era Imperador) com Paris Hilton: quase apanhei da autora apaixonada.
O livro é um tremendo sucesso da EDITORA PLANETA.
Agora, está no prelo para ser lançado em Portugal, também pela Editora Planeta que acaba de negociar os direitos para a edição lusitana. Eu, que sei dos negócios nos bastidores, posso contar para vocês que houve um leilão disputado entre editoras globais e a Planeta (que já havia experimentado do potencial do livro no Brasil) não economizou esforços para adquirir os direitos também para Portugal.
Se você é brasileiro, acredite:
1) você não sabe nada da melhor parte da história de Dom Pedro;
2) o melhor papel foi o de Herói pós Imperador, quando retorna a uma Europa curiosa de conhecer um Imperador Liberal & Tropical, que abdicara de duas coroas, que apaixonava-se e despertava paixões e que enfim se preparava para com 7.500 homens mal alimentados, mal vestidos, mal armados, derrotar seu irmão Miguel e seu poderoso exército de 70.000 soldados.
Quem no Brasil estudou o básico do básico, conheceu a figura de Dom Pedro I e possui uma fotografia mental do Imperador sobre a qual certamente escreve sua única frase conhecida: “Independência ou Morte!”: uma pobreza na riqueza, uma caricatura de uma história maior.
A cultura brasileira revela uma fotografia empobrecida deste grande personagem do Século XIX.
É a cena e o grito do Ipiranga e… mais nada.
Dom Pedro, ao abdicar do trono e por fim ao Primeiro Império é expulso da história, deletado do imaginário nacional e da cultura oficial: FIM!
Para nós brasileiros a história de Dom Pedro termina antes que sua melhor parte sequer tenha começado.
Quando Dom Pedro abdica do trono de Imperador, assume um outro ainda mais imperial: o trono de Herói!
A melhor parte de sua história começa exatamente quando dá o saldo do porto carioca e embarca para seu destino pós-abdicação (a segunda, pois antes havia abdicado do trono português, fazendo filho e filha reis de duas nações). E é justamente esta rica parte da história que foi varrida dos anais da cultura nacional.
Se você não conhece a verdadeira história, o verdadeiro Dom Pedro , talvez o conheça por seu nome de pia: Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon (já pensou como ficaria em uma placa se fôsse nome de rua?).
É uma pena, mas, salvemos o homem comum, o brasileiro que circula pelas ruas: a culpa não é sua.
Havia um motivo para que Dom Pedro recebesse páginas em branco nos livros da história oficial, um motivo político.
Qual interesse do Segundo Império e do Partido Liberal em perenizar a figura enorme de Dom Pedro I no imaginário nacional?
Lembre-se que o Partido Restaurador, o Caramuru, era uma oposição que acenava com a solução da monarquia constitucional para cada crise do Segundo Império (e era uma crise por semana).
E, na sequência, qual interesse veio a ter os proclamadores da República? Justamente eles que representavam o fim da coroa iriam repercutir a imagem do Imperador ou apertar a tecla delete, expulsando-o da história?
E, mais próximo de nós, anos 60, 70, quando a inteligência nacional foi capturada pela ortodoxia marxista, como permitir a re-encarnação de Dom Pedro I, precisamente um herói vindo das elites? Quandos os intelectuais socialistas (como se possível exisitir vida intelectual sem liberdade de pensamento) faziam exatamente o contrário, exumando seus heróis que vinham do povo e para o povo (nossas praças foram finalmente povoadas por heróis como Zumbi, Lampião, Chico Mendes…).
Iza Salles foi do Pasquim, do JB (nos seus melhores tempos) escreveu no Opinião (quando era Iza Freaza), foi presa nos Anos de Chumbo, exilada pelo Governo Militar, jornalista na Europa foi em Portugal que se apaixonou por Dom Pedro. E você vai se apaixonar também, mas… cuidado, se abrir o livro só conseguirá fechar na última página, pois é paixão avassaladora e dominante, você não vai conseguir largar até a última linha…
A entrevista irá ao ar no Dr. Negociação para os 2 milhões de assinantes da Sky e também será publicada neste Blog, para o seu regozijo!
Por fim não se esqueça, hoje é aniversário de Nastassja Kinski, que completa 48 anos, a quem deve enviar seus presentes, se ainda não o fez. Caso prefira, envie flores para Roma, onde também se comemera o aniversário de Calígula, de morte é claro, ocorrida em 41.

















Prezado Nacir,
Iza Sales é uma figura bem conhecida nos meios jornalísticos – uma mulher experiente, culta, inteligente e sofrida.
Portanto, O Coração do Rei deve ser uma obra apaixonante, que temos a obrigação de ler.
Até porque você tem razão quando diz que de Dom Pedro os brasileiros sabem somente que deu um grito, não muito alto, às margens do Ipiranga (o que é meia verdade).
Sou um pouco mais afortunado. Tive tive que ler mais sobre Dom Pedro porque ele era maçom e sou membro dessa Irmandade.
Por tradição real, à época, Dom Pedro foi iniciado e recebeu os graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre num mesmo dia, o que, normalmente, leva anos para acontecer.
Aguardo a entrevista feita com Iza, com grande expectativa.
Um abraço fraternal.
João, como sempre, você sabe do que esta falando. Iza é tudo isso, mirou e acertou com precisão em O CORAÇÃO DO REI.
Dom Pedro foi meteórico na Maçonaria, que também buscou atrair para suas hostes José Bonifácio,feito Grão-mestre do Grande Oriente. Todavia, José Bonifácio e e o Grande Oriente eram potências que se atraiam e se rejeitavam: havia desconfiança. Dai José Bonifácio fundou a sua própria irmandade, o Apóstolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz que também inclui Dom Pedro entre os seus membros. Enquanto no Grande Oriente o Imperador era Guatimozin, um guerreiro asteca, no Apostolado adotou a nomenclatura de um indígena tupi-guarani. Guatimozin fora o guerreiro asteca que ganhou notoriedade na luta pela expulsão dos espanhóis, era pois uma analogia subliminar de um grupo de pressão que procurava afastar o Imperador do alinhamento com as cortes portuguesas. Não foi uma goteira que deixou revelar estas passagens, foi a própria Iza quem contou para todo mundo em O CORAÇÃO DO REI.
João, obrigado por sua visita e seus apropriados comentários.
Quer saber mais sobre o João?
Eis o João S Magalhães:
Jornalista,
Ex-repórter especial e crítico de MPB do Jornal da Tarde, de São Paulo
Ex-editor especial de revistas da Editora Abril
Ex-diretor de revistas da Editora Globo
Ex-editor do Portal do Estadão
Membro da Anistia Internacional
Membro do Repórteres Sem Fronteiras
http://www.reporternet.jor.br
De Portugal, meu amigo Jorge C. Reis comentou este post. Reproduzo o comentário do escritor portugues:
“Olá meu Amigo Nacir
Obrigado pela visita ao meu blog e comentário que deixou.
Todos os factos da história comum de Portugal e Brasil que o meu amigo cita são do meu conhecimento e, aliás, da generalidade dos portugueses. D. Pedro IV de Portugal, o nosso “Rei Soldado”, é bem conhecido, não só pelo Grito de Ipiranga, mas também pela sua acção contra o absolutismo, defendido por seu irmão, o Rei D. Miguel.
Aliás o meu Amigo, quando fala em D. Glória deve estar a referir-se a D. Maria II Rainha de Portugal e Princesa do Grão-Pará. É isso ?
Este espaço da nossa História comum ainda tem muito que esclarecer, nomeadamente porque há quem defenda que D. Pedro (I do Brasil e IV de Portugal) só se teria interessado muito pela causa do liberalismo português, contra o absolutismo de D. Miguel, quando uma “revolução popular-militar” o expulsou do Brasil em 1831. Será ?
Quando escrevo no meu blogue tenho sempre em mente que, na verdade, tenho muitos leitores no Brasil. Por isso comecei o artigo com esta frase:
“A 18 de Janeiro de 1367, faleceu, em Estremoz, o rei de Portugal D. Pedro I. Era filho do rei Afonso IV e de sua mulher, D. Beatriz de Castela.”
Falo em Rei de Portugal e, obviamente, em 1367 o Brasil não existia. Por isso só quem estiver pouco atento pode fazer confusões.
Li o seu artigo e espero o livro aqui chegar, para o comprar e ler atentamente.
Já agora, e para colocarmos um pouco de humor, leia, quando puder, outro artigo meu em
http://www.pontoblogue.com/2008/04/acordo-ortogrfico.html
Acho que o tema até se pode relacionar com as objecções que coloca (rs)
Para terminar, e com o devido respeito, digo-lhe que não concordo com a sua afirmação de que “O Brasil desconhece Portugal e Portugal desconhece o Brasil”.
Os portugueses em geral conhecem melhor o Brasil do que os brasileiros conhecem Portugal, isso sim.
Abraço
Jorge
Sat, 24 Jan 2009 16:16:13 GMT”
Ao amigo português respondi:
“Jorge,
Li com atenção ao seu comentário e também ao artigo que me indicou sobre o Acordo Ortográfico.
Tanto os comentários como os próprios artigos explicam porque frequento as páginas do .Blog, sendo suspeito para falar de páginas das quais sou fã.
Quando salienta que Glória seria a D Maria II, sim, falamos da mesma Menina Rainha.
Ao afirmar que Portugal conhece mais a história do Brasil do que o contrário, concordo e lembrou ao amigo que os país tendem a conhecer melhor a história da família e neste aspecto Portugal é o país pai… somos o filho e isto nos serve de desculpa!
Reparei que no início do artigo você explica a origem do D. Pedro para espancar confusões: compreendi que se tratava de uma homenagem a seus leitores brasileiros, aqui não é corrente o conhecimento de que o D. Pedro I fora D. Pedro IV além mar.
A nomemclatura Rei Soldado não é conhecida no Brasil. Como disse, ao abdicar no Brasil saiu do trono de Imperador e ganhou o de Herói e certamente o Rei Soldado é espólio da Guerra contra Miguel (que aqui se especula, promoveu o envenenamento de D. João VI).
Rei Soldado, aqui não é referência justa: Don Pedro firmou-se como o manso, o introdutor do habeas-corpus, contra as algemas e por diversas vezes conteve o uso da força ora contra portugueses ora contra brasileiros, amansando tropas, enfim, um conciliador que amansava a todos com o seu grande poder de sedução, pois seduzia tanto mulheres como homens.
Que a abdicação ao trono brasileiro foi uma única opção a um golpe militar/popular… não procede. O que Pedro fez foi constatar a ausência de condições políticas de manter seu trono sem colocar em risco a unidade nacional e daqui assistimos o esfacelamento dos países vizinhos que libertando-se dos espanhóis dividiram-se em unidades autônomas. O tempo provou que a manutenção da unidade territorial nos legou um país continental, o que hoje nos é um diferencial competitivo com relação aos países vizinhos.
Dom Pedro I, adbicou porque não desejava violar a ordem constitucional e para se manter no poder deveria ter que fazê-lo, não o fez e manteve a autoridade moral de fazer observar a sucessão constitucional.
Dom Pedro não perseguiu liberais, ao contrário, acolheu aos muitos que fugiram de Portugal. Anistiava mais do que prendia o que lhe rendeu a incompreensão constante dos aliados. Promoveu a liberdade de imprensa, tolerando mesmo o ataque de publicações que ofendiam primeiro a verdade, depois os alvos escolhidos para a calúnia. Deixou entre nós um enorme respeito. Como todo ser humano,possuía uma lista de defeitos, como eu, como você que me lê. Mas, a abdicação não foi um gesto casuístico, mas uma demonstração de força. Quando a oposição esperava fazer de Pedro um refém político ele reagiu de forma não esperada com a abdicação. Afinal, quem esperava que um menino de apenas 5 anos poderia ser entronado seu sucessor? Sua conduta sexual escandalosa permitiu uma ação de desconstrução de sua imagem no plano internacional, liderado por Metternich o campeão do absolutismo. Tal desconstução explica a enorme dificuldade que teve de encontrar uma nova esposa européia, após a morte da Imperatriz Leopoldina. A abdicação em favor de um filho genuinamente brasileiro roubou de seus opositores o discurso nacionalista, afinal tratava-se de aceitar a sucessão que fazia migrar a corôa para a cabeça de um brasileiro.
Jorge, este comentário já vai longe, longe demais para uma rápida visita ao .Blog e curto para cobrir uma história tão extensa, rica e importante para nossos povos.
Um abraço ao amigo.
24 de Janeiro de 2009 23:44″
Da Cidade do Porto, de onde a professora e artista Emília Mikasmi edita o APRENDEMOS enviou o comentário curto e humorado que reproduzo:
“Fico a aguardar a publicação, adoro história, de D. Pedro sei pouco, foi vosso rei não meu RSSSSS”
De Joyce Sanchotene recebi o comentário:
“Quero muito ler o livro, sei que ele aprontou muito em outras paragens.”
Dr. Nacir
Primeiramente quero parabenizar pela entrevista com a brilhante escritora Iza Salles, e quanto a essa entrevista já estou ancioso para assisti-la no CANAL 16-S.J.R.Preto, e saber um pouco mais sobre tal escritora. Quanto ao “nosso” Rei, realmente o que sabemos do mesmo é sobre o Grito do Ipiranga, e somente conheço um pouco mais, pelas leituras e conhecimentos dele, pela Maçonaria. Mas quão poucos sabem disso. Outra coisa importantíssima, foi você fazer tal comentário acima.
Finalmente, parabéns pela entrevista e que venham outras do mesmo quilate.
Henrique Dias
Dr. Henrique Dias é ex-Procurador da Fazenda Nacional e em São José do Rio Preto é muito fácil encontrá-lo: tem uma fila que termina na sua porta.
Advogado dos melhores, faz parte da Itamaraty, uma consultoria à frente de seu tempo (duvida? Comprove: http://itamaratyonline.com.br.
Percebam, o Henrique e o João S.Magalhães são dois comentaristas que aqui registram a importância de Dom Pedro para os quadros maçônicos brasileiros. De ambos os comentários também se extrai a força da irmandade secular na cultura e sociedade brasileira.
Obrigado Dr. Henrique!
Agradeço a sua visita e cá estou retribuindo. Iza Sales foi em tempos, creio eu, correspondente da RTP (televisão pública) aí no Brasil. Vou estar atento à edição do livro em Portugal. Há, obviamente, por aqui o problema contrário. Isto é, para além do lendário grito do Ipiriganga, ao que parece dado em condições intestinais adversas, (diarreia), pouco se sabe da figura aí no Brasil. Por cá, a figura foi fundamental para a entrada da monarquia constitucional e pelo combate ao obscurantismo absolutista da facção miguelista. Esta época é, aliás uma das mais confusas da história portuguesa. Este seu post deu-me rapidamente a ideia de fazer um no meu blogue relatando esses episósios: a “abrilada”, a “vilafrancada”, a “Maria da Fonte”. Um outro aspecto importante é a faceta maçónica do rei, responsável por uma abertura de ideias revolucionárias em Portugal e, aí no Brasil também. Curiosamente D. Pedro, embora responsável pela independência de um dos maiores países do mundo e pela mudança de regime no velho Portugal, não é dos monarcas mais bem quistos, nem mais estudados.
O comentário anterior é este blogue. Abraço.
Peço desculpa mas digitei tudo mal. Vou tentar repetir. Antes demais obrigado pela visita e cá estou a retribuir.
D. Pedro era maçon. Destacou-se pela independência de um dos maiores países do mundo: o Brasil. Do lado de cá, em Portugal, foi o responsável pela alteração de regime ao introdzir a monarquia constitucional. Este período é, aliás, fascinante e complexo: “a vilafrancada”, a “abrilada”, a “Maria da Fonte”… No entanto, é dos reis menos estudados e menos lembrados. Estranho, não é…
Jorge Pinheiro escreve a partir de Oeiras, Linha, Portugal, onde publica o EXPRESSO DA LINHA (http://expressodalinha.blogspot.com/).
Jorge, há uma explicação pela pouca lembrança que a história faz a Dom Pedro. O motivo, óbvio, foi político. Quando da sua viuvez o Imperador, ainda jovem e pouco maturo, encomendou uma mal sucedida embaixada para a contratação de um novo casamento. Como sua esposa Leopoldina era uma princisa austríaca, a linha sucessória colocaria no trono brasileiro e português um neto e uma neta de Francisco I, uma possibilidade para um novo sopro absolutista. Metternich divertiu-se em desconstruir o quanto pode a imagem de Dom Pedro, sabotando a aceitação das sucessivas investidas para a contratação de um segundo casamento, O que terminou por consolidar uma imagem muito prejudicada de Pedro ante às reacionárias cortes européias. Pedro sempre esteve comprometido com as questões do Império, de forma que não conhecia a Europa e a Europa não o conhecia: um e outro conviviam com versões, com lendas. Após abdicar da corôa brasileira, o poder (aqui) sempre esteve em mãos tementes à sombra de Pedro. Os liberais enfrentaram a oposição do Partido Restaurador (que enviava petições a Pedro pedindo o seu retorno). Na sequência, com a proclamação da República, tudo o que os republicanos não queriam era um herói imperador. Por fim, nos tempos próximos o pensamento de esquerda (a quem foi atribuido o sacro poder de dizer o que é politicamente correto) entronizou santos populares, pois seria pecado para os “progressistas” reconhecerem um herói de sangue azul. Explica-se o porquê de sua exclusão da cena brasileira após a abdicação até os tempos presentes. Agora, explicar o porquê “não é dos monarcas mais bem quistos”, como você nos noticia, sob a ótica portuguesa, deixo a vocês portugueses a tarefa de desvendar. Tenho certeza que a própria Iza apreciará o envio de comentários sobre o tema. Com medo de errar, para não deixar de meter minha colher de pau nesta celeuma arrisco um palpite. Portugal é uma nação tradicionalmente católica. A Igreja apoiava Miguel de corpo e alma. Seria o clero e a memória miguelista um bom início desta investigação?
Dr. Henrique Dias é ex-Procurador da Fazenda Nacional.
O seu escritório em São José do Rio Preto é fácil de encontrar, face a fila que aponta para sua porta. Advogado, integra os quadros das mentes brilhantes da Itamaraty, uma consultoria à frente de seu tempo (duvida? confira: http://www.itamaratyonline.com.br)
Em São José do Rio Preto nosso programa semanal Dr. Negociação é transmitido pela Tv a Cabo local, no canal 16.
Henrique, obrigado pela leitura e comentário!
D. Miguel estava em contra-ciclo. Claramente apoiado pelo alto clero, pela nobreza rural e suportado pelas intrigas da mãe, não tinha, porém, o apoio do povo, da burguesia e da nobreza “esclarecida”. D. Pedro era um infante mal preparado para governar. Segundo filho, sucedera a António por morte deste. A fuga da corte para o Brasil foi um episódio fatídico para Portugal. Se é certo que não se perdeu formalmente a independência, ficou-se ao sabor das invasões francesas e governados, de facto, pelos “amigos” ingleses, cujas atrocidades quase faziam desejar os franceses. Este descontentamento instilou o fermento revolucionário, a que acresceu a propagação das ideias da Revolução Francesa pelos exécitos de Junot. D.Pedro acabou por ir a reboque dos acontecimentos, quer no Brasil, onde cedeu aos independentistas, quer em Portugal, aderindo à Revolução Liberal de 1820. Porém, a sua imagem em Portugal ficou dramaticamente comprometida, desde logo por ser responsabilizado pela independência do Brasil, depois por, sendo já considerado um monarca estrangeiro, ter tentado impor uma solução de sucessão após a morte do pai, D. João VI. Abdicou em favor da filha, Maria da Glória, que casaria com o tio, D. Miguel, jurando a Carta Constitucional que ele, D. Pedro, impunha ao país. Daí os sucessivos movimentos revolucionários, do qual a “Maria da Fonte” é o mais genuinamente popular. D. Pedro acaba por decidir resolver a questão portuguesa, abdicando no Brasil e sendo rei por uns meses em Portugal(1834). Tudo má gestão política da envolvente (que, em abono da verdade, não era fácil). Talvez por isso sela algo ignorado. Andou sempre atrás do prejuízo… Se fosse presidente, não seria reeleito!
Meu caro.
Dom Pedro foi mesmo uma máquina de sexo, um galanteador fervoroso e tudo o mais que a sua entrevista com a excelente Iza Salles lhe disse. E foi apenas isso o que ficou dele nos livros de história. Infelizmente. Foi, principalmente, um apaixonado pelo Brasil, pela Coroa também, evidentemente. Mas, a seu modo, queria ver o país descoberto por seus patrícios (para usar um termo afeito aos portugueses)crescer. Isso que estou dizendo, a mestra Iza explica com muito mais detalhes do que este modesto escriba e historiador. Ocupo este espaço apenas para parabenizá-lo pela oportuna entrevista,pelo excelente texto desse blog sobre o assunto, que me passou informações que desconhecia. Ah! também fiquei curioso para assistir à entrevista. Tenho certeza, que será uma aula e tanto sobre o nosso primeiro imperador. Parabéns pela iniciativa. A história precisa e o Brasil merece recuperar a imagem de Dom Pedro I perante todos nós brasileiros. E Iza Salles sabe fazer isso muito bem, principalmente quando está diante de um bom entrevistador.Um grande abraço.
Olá Nacir
Quanto tempo meu caro. Estava saudoso dos seus comentários, mas confesso que também andei um pouco sumido daqui. Culpa do verão carioca e das praias, sambas e feijoadas.
Certamente o Coração do Rei será um grande sucesso editorial. As histórias sobre a Família Real são sempre interessantes e essas curiosidades, como a do Coração enterrado em uma cidade e os ossos em outra, eu desconhecia.
Aguardo a entrevista aqui no blog.
Forte abraço e ótimo 2009.
Jorge Fortunato ocupado com prais, sambas e feijoadas… mal começa 2009 e o amigo carioca já estressado! Desacelera Jorge! Um forte abraço.
Marcelo Lopes é históriador, escritor e jornalista, que dirigiu até o último dia de 2008 o semanário mineiro O CATAGUASES. Personalidade muito bem vinda a estas páginas, que espero retorne com frequencia.
Marcelo, obrigado pela visita, pelas palavras e principalmente, pelo resgate de uma relação de quase 20 anos. Sucesso e obrigado!
Caro NACIR
Muito obrigado pela gentil visita e as elogiosas palavras que me dirige, trabalharei sempre para poder merecer a confiança dos que me visitam.
Excelente a entrevista feita a IZA SALLES, acho muito bom que alguém desse país irmão se interesse pela verdadeira história de D.PEDRO I
figura importantissima da nossa História conjunta.
Estarei atento ao livro, caso ele apareça por cá
Abç
G.J.
Prezado Gaspar,
Potugal merece mais Brasil e o Brasil merece mais Portugal.
É uma honra receber sua leitura e comentário. Sou dos brasileiros que reconhecem a dívida histórica que temos com a nação portuguesa, a maior delas é nossa unidade territorial que hoje nos possibilita um salto econômico. Se um país contribui com tal realidade, foi Portugal. Se um português assina esta obra, foi Dom Pedro I.
Gaspar, porque Dom Pedro era jovem, tivemos a sorte de sua orientação ter sido vetorizada por um brasileiro notável: José Bonifácil, paulista de Santos.
E onde foi que José Bonifácio se formou? Coimbra.
Retornou de portugal sexagenário após 3 décadas vivendo no seu país. Foi José Bonifácio quem transferiu para Pedro a visão geo-política de que a integração das províncias e a construção da unidade nacional era não só um valor em si mas um diferencial (olhavam ambos para o lado e viam a divisão da américa espanhola, não desejando o mesmo para o Brasil).
Diversas foram as decisões políticas e administrativas cujo fundamento fôra a preservação da unidade nacional.
Diversas foram as crises política e institucionais que, dentre as diversas soluções, adotou-se sempre aquela que realizasse a manutenção de um país-continente.
A própria abdicação de Pedro a ambos os tronos, primeiro o português e depois ao brasileiro, foram reflexos desta doutrina, da qual hoje eu e meus contemporâneos nos beneficiamos.
Então o que temos que dizer de Pedro? O que dizer a Pedro senão um imenso obrigado?
Atualmente, considero pequena a relação entre os dois países face ao seu enorme passado compartilhado, afinal foi para cá que as cortes portuguesas vieram quando da invasão bonapartista (o que nos beneficiou enormemente).
Neste contexto recebê-lo em nosso Blog é uma satisfação e uma honra.
Obrigado pela visita!
Esta entrevista mostra que realmente voçe esta a frente do tempo, quanto ao livro com certeza vai fazer parte da biblioteca de milhões de leitores avidos por cultura. Quanto a entrevista com a escritora ja estou na fila para assisti-la. Voçe esta deixando um legado para o seu público.
Marcos Apóstolo, aproveito a visita para desejar ao amigo uma ótima gestão na diretoria da Rede Nacional de Contabilidade, cargo assumido neste janeiro. Não compareci à solenidade porque em viagem… merecidas férias. Desejo êxito no mandato, o mesmo êxito que tem experimentado em todas as demais iniciativas a que se ocupa. Para quem não sabe o Marcos é Delegado do CRC em São José do Rio Preto, compõe a diretoria da Associação Comercial local, dirige uma série de entidades setoriais além de comandar uma revolução em seu segmento à frente da Itamaraty.
Caro Nacir
Voltei hoje a ler (agora com mais atenção) tudo que aqui escreve sobre esta matéria.
Ficarei atento ao que se seguirá, ou seja, a publicação da entrevista a Iza Salles autora do livro, aqui no Dr Negociação e ao aparecimento do livro cá em Portugal.
Um abraço e PARABÉNS pelo seu trabalho.
Gaspar de Jesus
Gaspar, o que estamos tratando, em verdade, não do tema objeto dos comentários e do post. O que estamos celebrando é apenas e tão só um fato que acompanha o DNA de nossos povos, atentos ou nao ao fato, somos países ligados umbilicalmente e sabe Deus porque nossos sucessivos governos jamais se interessaram por nosso interesse comum: a identidade e o compartilhamento de desafios que Porgtugal e Brasil, juntos, poderiam com mais facilidade e legitimidade superar. Nossas nações estão unidas por um elo de origem e separadas por uma realidade de mediocridade que carrega o traço e a assinatura de nossa classe dirigente, encastelada no poder, com único olhar voltado para os interesses transitórios, infinitamente menor que nosso compartilhamento de origens, sonhos e vocações: quando é que nos libertaremos do brado grito da independencia? Agora, que a independencia não é tema de controvérsia, o grito de independência real agora é: resgate, compartilhamento, ainda que tarde, mas agora!
Caro Nacir.
Subscrevo totamente o seu raciocínio.
Essa luta deveria de ser a luta de todos nós, mas MEMÓRIA e FRATERNIDADE são palvras que parece não existirem no Dicionário das classes dirigentes.
Abraço de parabéns.
G.J.
Olá Nacir, aguardo ansiosa a entrevista com Iza Salles, esse livro já vai pra minha wish list, estou curiosa para saber dos bastidores do Império, uma visão mais completa da história é sempre bem vinda. Longe de ter uma vida sexual como foi a de Dom Pedro, o Luxos e Luxos quebra tabus e eu conto como apimentar o casamento pra revista Marie Claire de Fevereiro.
Bjobjo
Celina Alves, como pimenta nos olhos dos outros é remédio, vamos todos experimentar deste tempero que você inclui na Marie Claire de fevereiro. No livro da Iza há um capítulo dedicado à chegada da Família Real em Salvador, quando o povo aguardava o Luxo Real desembarcar dos navios e o que encontrou foi um desfile de carecas anêmicos, pois Dom João determinara que todos raspassem os cabelos como medida de saúde pública a bordo, combatendo assim a infestação de piolhos. A falta de água e de alimentação nos navios transformou a face daquela nobreza, o que assutou o povo bahiano. A cena reproduz o choque de quem esperava o luxo e encontrou o lixo, leia e confira. Mas, a nobreza se recompos rápido. Por todo o livro desfila trajes e estilos, sem dúvida o luxo permeia as páginas e a história: Celina, conheço seus gostos e tenho certeza que vai ser capturada pela leitura envolvente, daquelas que não permitem a fuga do leitor até que por fim a obra esteja por completo devorada: um Luxo! Um abraço para você Celina Alves, presença de prestígio nestas páginas.
Parabéns pelo blog
Olá Nacir,
Como sempre, parabéns, prlo excelente blog. É um definitivamente obrigatório na blogosfera.
Não sei se você gosta ou usa esse tipo de coisa (mesmo porque, ninguém é obrigado a), mas deixei um selo de presente pra teu blog lá no meu.
Passe lá pra pegá-lo, se quiser.
Abração.
Ao pessoal da ATM, liderados pelo Dr. Aprígio Zangerolami, nosso agradecimento pelo prestígio da visita.
Um visitante racional: Pensador Louco, editor do ALGO SE PERDEU NA TRADUÇÃO. Já fui buscar o prêmio a que agradeço. Publicarei aqui um post sobre o mesmo, muito obrigado pela distinção!
Olá,
Gostei do artigo. Visite meu blog também!
ice-down.blogspot.com
Abraço!
Gostei muito da entrevista do Dr. Negociação com a Iza. Foi inteligente e descontraída, ajudando a divulgar um livro excepcional que, infelizmente, ainda não encontrou o eco que merecia, pela beleza da narrativa, pela qualidade da pesquisa histórica e por resgatar uma personagem fascinante, na sua diversidade, que enriqueceu a história do Brasil e de Portugal. Espero, sinceramente, que o lançamento da obra, em Portugal, tenha maior divulgação e que isso force, de alguma maneira, a editora a divulgar mais o livro no Brasil, inclusive tentando que ele seja aproveitado por outras mídias, pois é naturalmente um roteiro para filme, minissérie e também pode ser adpatado para o teatro. A Iza conseguiu um grande feito: ser fiel à história, sem abrir mão da liberdade narrativa. Mostrou que é perfeitamente possível servir à História com uma linguagem de extremo bom gosto, que mescal humor, lirismo e ótimo gosto literário. Sua larga e brilhante trajetória de jornalista foi um ótimo suporte para que ela conseguisse produzir um obra tão inteligente, capaz de mobilizar tanto o leitor mais comum, pouco afeito a esse tipo de leitura, quanto um intelectual.
Foi um dos grandes lançamentos de 2008, sem sombra de dúvida, e merece um belo reconhecimento na forma de mais leitores e um prêmio literário qua ajude a chamar a atenção para o trabalho.
Bruno, com todo respeito aos nossos amigos historiadores, a Iza pode escrever com toda a liberdade poética. O fato de ter uma vida dedicada ao jornalistmo deixou seu traço, mas nao condenou a obra ao brilho próprio das reportagens: é literatura, romance histórico, com o detalhe de terem personagens e enredo capturado do passado, do nosso passado. Iza está indo para Portugal, a entrevista esta em nosso Blog mais ainda nao foi ao ar, será divulgada para os 2 milhões de assinantes a sky, agora em março. Minha opinião: mini-série televisiva, além da leitura dos mais brilhantes cérebros que desejam descubrir o Brasil! Um abraço, Bruno e volte sempre ao nosso Blog!
Caro Nacir, com tantos entulhos repetitivos no nosso governo será que deveriamos nos ater nesta bobagens deste fraterno amigo fujão, comedor de frangos eu prefiro galinhas, e seu fraterno filho mais alto graduado na nossa irmandade comedor de galinhas como eu, mas que nunca bateu ponto na porta de uma fabrica como eu, fazer o merchan do livro da Sra. Iza tudo bem agora fazer apologia a esse bando de exploradores, imcompetentes, covardes, que chegaram aqui ghegando pela segunda ves e achincalhando quem já se estabelecera com muitas dificuldades pagando impostos altissimos para matar a fome da coroa portuguesa. dizendo põa se a rua, para alojar os seus servidores publicos diga-se os politicos que até hoje essa praga se considera servidor publico. então? caro Nacir como resgatar essa gente, que como diz o grande pensador da atualidade no Brasil, cliou a clise mundial. é melhor pular essa homenagem dos duzentos anos.
Prezado Ademir Rocha,
Agradeço sua visita e comentários. A divergência e a polêmica valorizam nosso espaço de construção da opinião. Não se pode fechar os olhos para as verdades contidas em sua manifestação. Nenhuma colonização transferiu de um povo ao outro apenas as vantagens do contato civilizatório, cada uma das vantagens sempre esteve acompanhada de suas respectivas desvantagens e nelas encontro fundamento de validade para suas acertadas razoes. A História já esta posta, aconteceu, é nosso dever conhecê-la. Aliás, não um dever, mas um poder, podemos conhecer mais graças ao investimento de tempo de inteligências como a da Iza, que poderia ter investido seu tempo indo ao Shooping, mas para nossa sorte o fez em pesquisas e na escultura do belo texto de O Coração do Rei. Apesar de termos o mesmo sobrenome, por deficiência de minha formação cultural, não conhecia Iza Salles antes da leitura do livro. Após conhecer o livro que ganhei de presente de uma amiga comum (a educadora Selma Ligeiro Rein), utilizei do fato de termos uma amiga comum para convecê-la a vir do Rio para São Paulo (com todas as dificuldades que a cadeira de rodas lhe impõe) para nos conceder esta entrevista e o prazer de conhecê-la. Exponho tais detalhes para não vingar a injusta percepeção de que se trata de um “merchan” de um livro. Iza Salles está em outro patamar. Mesmo que se trata-se de um “merchan”, enquanto tantos programas de televisão se viabilizam com merchan de tudo quanto é bobagem, se o Dr. Negociação buscasse viabilidade econômica via propagandas de livros, sem dúvida que estaríamos em um país muito, muito mais avançado, pouco tolerante aos entulhos a que você acertadamente se refere. Quisera pudesse a venda de livros sustentar nossa ação televisiva, com ou sem “merchan”. Mas, a realidade é outra, em verdade hoje mantemos uma campanha pública de doação de livros para bibliotecas, contribuindo de Norte a Sul do país com a melhoria dos acervos, quer doando os livros da N. Negócios, quer pedindo a todos (inclusive a você leitor) o envio de um pacote com 5 livros para as bibliotecas listadas no site http://www.escoladeescolas.com.br .
Desculpe se exagero no tom desta resposta, as idéias que defendem tem sua validade e merecem respeito, mas a defesa da Iza Salles… chega a ser ridículo porque ela não precisa de defesa: já sublimou!
Estimados Srs.
Antes de mais gostaria de dar os meus sinceros parabéns pelo espaço criado de debate de ideias e conhecimento.
Li o livro da Iza Salles “Coração de um Rei” e gostaria de deixar aqui o meu apreço pelo profissionalismo, objectividade e equidistancia com que relata um pedaço da história comum das nossas duas Nações.
Enquanto Português natural da Antiga Mui Nobre e Sempre Leal e Invica Cidade do Porto, desde tenra idade aprendi a reconhecer os enormes feitos de tão prestigiante figura, o Rei D. Pedro IV de Portugal e D. Pedro I Imperador do Brasil.
Apesar de ter o orgulho de pertencer à Cidade que guarda o seu coração enquanto legado de liberdade e reconhecimento pela forma como os Portuenses souberam, desde sempre, apoiar as causas liberais, penso que o coração deste Rei é suficientemente grandioso para guardar os seus verdadeiros amores da sua vida, O Brasil e a Liberdade.
D. Pedro foi um soberano com verdadeiro sentido de Estado, que enquanto tal, soube tomar as atitudes certas no momento certo e com razoabilidade. Deu uma Grande Nação ao Mundo e libertou o seu berço do jugo absolutista.
Na minha opinião foi, é e será um exemplo a seguir pelos chefes de estado de ambas as pátrias.
Uma vez mais o meu reconhecimento à escritora Iza Salles e ao Nacir, que tão bem conduz este espaço de pluralidade intelectual.
Prezado Mário,
Recebo com alegria sua generosa mensagem e, tenho certeza, a Iza ficará muito satisfeita de ler as suas palavras.
Os portugueses são muito bem recebidos em nosso blog. Você categoriza este espaço como sendo o da pluralidade, que coisa boa, a diversidade é o atributo de maior valor que identifico no Brasil: pluralidade racial, cultural, mineral, vejetal…. a diversidade nos fez e agora nos faz diverso e diferenciado, até Dom Pedro, aqui era o primeiro e em Portugal era diverso… era o quarto!
Iza esteve na sua Cidade do Porto, lançando na Invicta a edição portuguesa de O CORAÇÃO DO REI. Recentemente me apresentou a obra do professor Yasbeck, (mineiro de Juiz de Fora): O SEGUNDO DEGREDADO, romance histórico focado nas aventuas dos dois primeiros portugueses condenados à pena de degredo em terras brasileiras e que aqui foram deixados por Pedro Álvares Cabral, personagem retratado na obra.
Mário, um abraço e novamente obrigado pelo prestígio da sua visita.