CUIDADO, A PERGUNTA PODE SER (LITERALMENTE) ACIDENTAL
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É uma herança de uma cultura secular, machista por excelência: existem famílias onde o único capaz de interpretar a trama das relações, o sistema nervoso negocial, patrimonial, societário, o único iniciado é o marido… se ele se torna ausente….
Já vivi casos onde a sucessão inesperada foi motivo de “salvação da lavoura”, quando a mulher (ou os filhos) finalmente se tornaram apoderadas e legitimadas a alterar a configuração dos negócios. Casos onde a mudança total da política de administração foi fator de “virada positiva de mesa”. Mas, tais casos são a excessão que confirmam a regra, a regra é uma grande tragédia, com a ampliação da perda, a níveis de perda de memória e a sucessão a um ambiente de direitos e obrigações em caos, onde a ausência de mapas e sinalizações convertia sucessores em estrangeiros em seu próprio mundo.
É uma tragédia: a antecipação de cenários pode evitar a formação do caos. Mas, justamente quem menos precisa de melhorar a dose de planejamento é quem de fato pára para antecipar: justamente os mais organizados se preocupam em re-organizar. A maioria vai tocando a vida com visão de curto prazo, com linha de horizonte curta e curta também acaba sendo as chances de ampliação ou transferência patrimonial para as gerações futuras: o patrimônio se pulveriza.
Para enfrentar este cenário, escrevemos o livro escudo, no qual estimulamos a todos a parar para pensar, parar para realizar o ESTUDO DO FORMATO EMPRESARIAL.
Medo de tratar com o tema da própria morte, machismo, falta de sensibilidade para com a situação da família, falta de tempo, falta de percepção de risco… a que você atribui a inibição verificada ao se pensar na própria sucessão?
















