PRESIDENTE DO JBNDES PASSA A FAIXA AO IRMÃO

­A-BNDES
Antes do BNDES
D-BNDES
Depois do BNDES

O Presidente do JBS anunciou ontem que o novo Presidente da Multinacional da Carne é o seu irmão. O anúncio foi feito com as tradicionais luvas de pelica, para evitar a sensibilidade da BOVESPA: a troca de comando sempre é um momento em que se trabalha a percepção do público, do investidor.

Deseja-se uma percepção conservadora, quando o negócio vai bem: promete-se que ficará igual ou melhor.

Deseja-se uma percepção de upgrade quando o negócio vai mal e o mercado precisa perceber que o novo comando levará a organização até um patamar superior.

Qual a percepção desejada pelos Irmãos Batista?

Para responder precisamos separar os papéis: uma coisa é o interesse dos Irmãos Batista outra coisa é o interesse dos acionistas do JBS S/A: o que está muito claro desde a fundação do Banco JBS S/A (cujo primeiro presidente foi José Geraldo Dontal, ex-diretor do Banco Rural denunciado pelo Ministério Público Federal juntamente com o Marcos Valério por eventos conhecido como mensalão, e que, ao sair do JBS foi para a diretoria de middle marketing do PANAMERICANO!!!) e do JBS Negócios Agropecuários Ltda (ambas funcionam sob o guarda-chuva do JBS, mas os resultados são exclusivos da família Batista).

Para os Irmãos Batista interessa a percepção conservadora, pois para a família o negócio vai de ótimo a extraordinário: ninguém poderia desejar tamanho êxito mundial em plena crise global, uma história de sucesso que se divide em dois períodos: A-BNDES e D-BNDES (Antes do BNDES e Depois do BNDES).

A-BNDES: antes do BNDES é a velha história dos frigoríficos velhos, cuja maioria já quebrou, converteu-se em passivo judicial ou foi abatida pelo golpe final do oligopólio promovido pelo BNDES.

D-BNDES: depois do BNDES é uma reluzente história que a Revista Exame acertadamente nominou de “A Incrível Aventura Global do Friboi”, que custou alguns bilhões de reais do nutriente estatal.

Para os acionistas do JBS S/A, cujas ações, após o IPO, cresceram como rabo de égua… bom, para eles a percepção é de que estão no Brasil e ponto final.

Um Irmão Batista anuncia que outro Irmão Batista, doravante preside a empresa. Na madrugada do mesmo dia o Osni Mubarak anunciou que não concorrerá à re-eleição após 30 anos de Presidência, frustrando Mubarak Junior que pretendia sucedê-lo para o desespero do povo egípcio. Nem Mubarak, nem Mubarak Junior, nem Ptolomeu nem Cleópata: é o fim das dinastias do Egito, prometeram no Egito. E, para completar o calendário das coincidências, no Iemen, após 32 anos de Poder o Presidente Ali Abdullah Saleh (motivado por violentos protestos populares) declarou: “Sem governo hereditário e sem presidência vitalícia“, evitou assim o golpe final.

Aqui, o Presidente do JBS declarou: “Nada mais natural que o Wesley, que já toca 70% do negócio, assumisse como CEO.”

Evidentemente que é uma mensagem conservadora que tem por objetivo não provocar ruídos no mercado: é uma mensagem de quem constata que está tudo bem e não poderia estar melhor.

Bom, o problema é que a mensagem é também um forte ruído, vejamos.

O que aconteceria se o Roger Agnelli declarasse?

“Nada mais natural que o meu Irmão, que já toca 70% do negócio, assumisse como CEO da Vale.”

Se Roger convocasse a imprensa especializada e declarasse que o seu irmão é o Novo Presidente da Vale e que sob sua Presidência (a do Roger) a empresa já estava 70% sob o comando de um irmão não Presidente… o que aconteceria?

Não é uma pergunta a se fazer ao mercado, porque o mercado absorveu a declaração conservadora sob uma percepção conservadora: nada de mais está acontecendo.

Não é uma pergunta a se fazer a CVM, pois a Comissão de Valores Mobiliários também considerou natural, ao menos até onde sei e tive notícias.

Outras informações relevantes também foram dadas e veiculadas: uma delas é de que o JBS pagou a “multa” ao BNDES pela não realização do IPO nas Américas: “Já quitamos integralmente este prêmio com o banco”, disse o Presidente que sai, mas fica… presidindo o Conselho.

Desta declaração surgem 2 perguntas a fazer ao BNDES:

1) Pagou como? Em dinheiro? Se em dinheiro, com o dinheiro do BNDES?

2) Se o circuito é:

a) BNDES fomenta a empresa (com bilhões) para que ela realize IPO nas Américas;

b) O IPO gera recursos para que o BNDES realize seu investimento e volte para casa cumprindo sua missão de fomento, na crença de que sua missão é criar multinacionais brasileira;

Sendo este o circuito e tendo ele não sido realizado, o BNDES muda seu plano estratégico e da missão de fomento (entrar e sair) passa a ter uma missão de presença, imobilizando capitais? Mas tais capitais não necessitam ser democratizados para toda a sociedade em investimento na infra-estrutura caquética? Se todos vamos pagar a conta dos recursos que formam a capacidade de investimento do BNDES, não é justo que o investimento seja para todos? E todos quer dizer todos. Todos é o contrário de imobilizar. Imobilizar é concentrar nos Irmãos Batista, não estender o mesmo benefício a todos, os irmãos Pedro, os irmãos José, os Irmão Sebastião: construir uma ferrovia serve a todos os irmãos do Brasil e permite que todos paguem o custo do subsídio (porque somos nós todos quem pagamos o subsídio, a benção, o nutriente estatal).

O Presidente que sai falou que o Presidente que entra ““vai estar mais focado na operação do dia a dia da JBS”. Posso concluir que havia déficit de foco da Presidência do JBS na operação do JBS?

O conjunto de declarações dadas à imprensa, ontem, é uma obra dadaísta de comunicação. O Irmão Batista Joesley, por exemplo, perguntou “o preço da ação deveria valer R$ 24. Por que não vale? Não sei”, disse ele.

Eu sei.

É que o mercado de capitais é constituído de um número infinitamente maior de investidores do que o número de pecuaristas.

É porque o mercado de capitais é constituído de um número infinitamente maior de investidores do que o número de frigoríficos.

Portanto, é um ambiente de hiper-população diferente do mercado oligopolizado onde o JBS sabe operar.

Porque no mercado livre e hiper-populoso não dá para fazer o que o mesmo Irmão Batista fala que faz no vídeo publicado no youtube pelo deputado Ronaldo Caiado: derrubar o preço. Perdão leitores, é necessário ser justo: prática que o Irmão Batista disse que fazia pois depois que o BNDES incentivou a formação do oligopólio, não precisa mais fazer: basta ligar JBS para JBS, não precisa telefonar mais para o BERTIN (condenado pelo CADE, o JBS não porque “pagou para não ver” e portanto não se viu julgado).

Também tem outra diferença fundamental: no mercado livre de capitais o xerife chama-se CVM, não se chama CADE… para quem vai tudo bem obrigado.

É por isso e algo mais, que, na minha opinião, o preço das ações não sobe e se comporta como rabo de égua.

O Presidente que sai e fica reconheceu que houveram erros e que “Diria que pagamos preço barato pelo aprendizado”. Eu diria que o Tesouro Nacional pagou caro pelo aprendizado, curso barato para os Irmãos Batista e caro para o BNDES: afinal, como disse a Revista Exame o segredo da aventura Global do JBS está “no bolso do BNDES”.

O Presidente que sai e fica disse que restringindo-se à presidência do Conselho terá mais tempo para as “relações institucionais”: imaginem… o JBS já é campeão nesta arte… maior contribuinte da campanha da Dilma lá.

Finalizo tranqüilo, nem o JBS nem os Irmãos Batista podem me processar por expressar livremente minha opinião posto que perguntado onde o JBS errou, respondeu: “Como presidente, acho melhor as pessoas me julgarem do que eu me julgar.

Mesmo não sendo eu o CADE, a CVM, o Banco Central nem tão pouco a Justiça, sendo apenas uma pessoa convidada a julgar, a convite do próprio… expressei o meu julgamento.

Revista Eletrônica Referenciada:

EXAME

Sites referenciados:

ADEQUAÇÃO

ESCOLA DE ESCOLAS

Entrevista:

Bolívar Lamounier – Ciêntista Politico

Angelita Matos Souza – Ciêntista Politica


Canais e horários de exibição Dr.Negociação Tv


PRESIDENTE DO JBNDES1 PASSA A FAIXA AO IRMÃO

O Presidente do JBS anunciou ontem que o novo Presidente da Multinacional da Carne é o
seu irmão. O anúncio foi feito com as tradicionais luvas de pelica, para evitar a sensibilidade
da BOVESPA: a troca de comando sempre é um momento em que se trabalha a percepção do
público, do investidor.

Deseja-se uma percepção conservadora, quando o negócio vai bem: promete-se que ficará
igual ou melhor.

Deseja-se uma percepção de upgrade quando o negócio vai mal e o mercado precisa perceber
que o novo comando levará a organização até um patamar superior.

Qual a percepção desejada pelos Irmãos Batista?

Para responder precisamos separar os papéis: uma coisa é o interesse dos Irmãos Batista
outra coisa é o interesse dos acionistas do JBS S/A: o que está muito claro desde a fundação
do Banco JBS S/A (cujo primeiro presidente foi José Geraldo Dontal, ex-diretor do Banco Rural
denunciado pelo Ministério Público Federal juntamente com o Marcos Valério por eventos
conhecido como mensalão, e que, ao sair do JBS foi para a diretoria de middle marketing do
PANAMERICANO!!!) e do JBS Negócios Agropecuários Ltda (ambas funcionam sob o guarda-
chuva do JBS, mas os resultados são exclusivos da família Batista).

Para os Irmãos Batista interessa a percepção conservadora, pois para a família o negócio vai de
ótimo a extraordinário: ninguém poderia desejar tamanho êxito mundial em plena crise global,
uma história de sucesso que se divide em dois períodos: A-BNDES e D-BNDES (Antes do BNDES
e Depois do BNDES).

A-BNDES: antes do BNDES é a velha história dos frigoríficos velhos, cuja maioria já quebrou,
converteu-se em passivo judicial ou foi abatida pelo golpe final do oligopólio promovido pelo
BNDES.

D-BNDES: depois do BNDES é uma reluzente história que a Revista Exame acertadamente
nominou de “A Incrível Aventura Global do Friboi”, que custou alguns bilhões de reais do
nutriente estatal.

Para os acionistas do JBS S/A, cujas ações, após o IPO, cresceram como rabo de égua… bom,
para eles a percepção é de que estão no Brasil e ponto final.

Um Irmão Batista anuncia que outro Irmão Batista, doravante preside a empresa. Na
madrugada do mesmo dia o Osni Mubarak anunciou que não concorrerá à re-eleição após 30
anos de Presidência, frustrando Mubarak Junior que pretendia sucedê-lo para o desespero do
povo egípcio. Nem Mubarak, nem Mubarak Junior, nem Ptolomeu nem Cleópata: é o fim das
dinastias do Egito, prometeram no Egito. E, para completar o calendário das coincidências,
no Iemen, após 32 anos de Poder o Presidente Ali Abdullah Saleh (motivado por violentos
protestos populares) declarou: “Sem governo hereditário e sem presidência vitalícia”, evitou
assim o golpe final.

Aqui, o Presidente do JBS declarou: “Nada mais natural que o Wesley, que já toca 70% do
negócio, assumisse como CEO.”

Evidentemente que é uma mensagem conservadora que tem por objetivo não provocar ruídos
no mercado: é uma mensagem de quem constata que está tudo bem e não poderia estar
melhor.

Bom, o problema é que a mensagem é também um forte ruído, vejamos.

O que aconteceria se o Roger Agnelli declarasse?

“Nada mais natural que o meu Irmão, que já toca 70% do negócio, assumisse como CEO da
Vale.”

Se Roger convocasse a imprensa especializada e declarasse que o seu irmão é o Novo
Presidente da Vale e que sob sua Presidência (a do Roger) a empresa já estava 70% sob o
comando de um irmão não Presidente… o que aconteceria?

Não é uma pergunta a se fazer ao mercado, porque o mercado absorveu a declaração
conservadora sob uma percepção conservadora: nada de mais está acontecendo.

Não é uma pergunta a se fazer a CVM, pois a Comissão de Valores Mobiliários também
considerou natural, ao menos até onde sei e tive notícias.

Outras informações relevantes também foram dadas e veiculadas: uma delas é de que
o JBS pagou a “multa” ao BNDES pela não realização do IPO nas Américas: “Já quitamos
integralmente este prêmio com o banco”, disse o Presidente que sai, mas fica… presidindo o
Conselho.

Desta declaração surgem 2 perguntas a fazer ao BNDES:

1) Pagou como? Em dinheiro? Se em dinheiro, com o dinheiro do BNDES?

2) Se o circuito é:

a) BNDES fomenta a empresa (com bilhões) para que ela realize IPO nas Américas;

b) O IPO gera recursos para que o BNDES realize seu investimento e volte para
casa cumprindo sua missão de fomento, na crença de que sua missão é criar
multinacionais brasileira;

Sendo este o circuito e tendo ele não sido realizado, o BNDES muda seu plano estratégico
e da missão de fomento (entrar e sair) passa a ter uma missão de presença, imobilizando
capitais? Mas tais capitais não necessitam ser democratizados para toda a sociedade em
investimento na infra-estrutura caquética? Se todos vamos pagar a conta dos recursos que
formam a capacidade de investimento do BNDES, não é justo que o investimento seja para
todos? E todos quer dizer todos. Todos é o contrário de imobilizar. Imobilizar é concentrar nos
Irmãos Batista, não estender o mesmo benefício a todos, os irmãos Pedro, os irmãos José, os
Irmão Sebastião: construir uma ferrovia serve a todos os irmãos do Brasil e permite que todos
paguem o custo do subsídio (porque somos nós todos quem pagamos o subsídio, a benção, o

nutriente estatal).

O Presidente que sai falou que o Presidente que entra ““vai estar mais focado na operação do
dia a dia da JBS”. Posso concluir que havia déficit de foco da Presidência do JBS na operação do
JBS?

O conjunto de declarações dadas à imprensa, ontem, é uma obra dadaísta de comunicação. O
Irmão Batista Joesley, por exemplo, perguntou “o preço da ação deveria valer R$ 24. Por que
não vale? Não sei”, disse ele.

Eu sei.

É que o mercado de capitais é constituído de um número infinitamente maior de investidores
do que o número de pecuaristas.

É porque o mercado de capitais é constituído de um número infinitamente maior de
investidores do que o número de frigoríficos.

Portanto, é um ambiente de hiper-população diferente do mercado oligopolizado onde o JBS
sabe operar.

Porque no mercado livre e hiper-populoso não dá para fazer o que o mesmo Irmão Batista
fala que faz no vídeo publicado no youtube pelo deputado Ronaldo Caiado: derrubar o
preço. Perdão leitores, é necessário ser justo: prática que o Irmão Batista disse que fazia pois
depois que o BNDES incentivou a formação do oligopólio, não precisa mais fazer: basta ligar
JBS para JBS, não precisa telefonar mais para o BERTIN (condenado pelo CADE, o JBS não
porque “pagou para não ver” e portanto não se viu julgado).

Também tem outra diferença fundamental: no mercado livre de capitais o xerife chama-se
CVM, não se chama CADE… para quem vai tudo bem obrigado.

É por isso e algo mais, que, na minha opinião, o preço das ações não sobe e se comporta como
rabo de égua.

O Presidente que sai e fica reconheceu que houveram erros e que “Diria que pagamos preço
barato pelo aprendizado”. Eu diria que o Tesouro Nacional pagou caro pelo aprendizado,
curso barato para os Irmãos Batista e caro para o BNDES: afinal, como disse a Revista Exame o
segredo da aventura Global do JBS está “no bolso do BNDES”.

O Presidente que sai e fica disse que restringindo-se à presidência do Conselho terá mais
tempo para as “relações institucionais”: imaginem… o JBS já é campeão nesta arte… maior
contribuinte da campanha da Dilma lá.

Finalizo tranqüilo, nem o JBS nem os Irmãos Batista podem me processar por expressar
livremente minha opinião posto que perguntado onde o JBS errou, respondeu: “Como
presidente, acho melhor as pessoas me julgarem do que eu me julgar.”

Mesmo não sendo eu o CADE, a CVM, o Banco Central nem tão pouco a Justiça, sendo apenas
uma pessoa convidada a julgar, a convite do próprio… expressei o meu julgamento.

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