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Como podem ver, ganhei o meu presente. Recebi hoje, feito a punho, assinado pelo próprio Mauricio de Souza, já mandei por moldura e a obra dividirá espaço com o Di Cavalcanti, Dnar, Volpi, Ismael Neri, Dila, Chico da Silva, Heitor dos Prazeres, Sigaud, Siron Fraco e algumas outras celebridades nacionais. Com o sacro respeito a todos os gênios das artes plásticas, Mauricio de Souza difere de todos eles, assim como difere de todos da nossa literatura: o gênio de Mauricio habita dois mundos, sendo pois uma genialidade própria.
A ALEGORIA DA CAVERNA DE PLATÃO. Ao tentar se libertar de um simulacro…são aprisionados por outro. Os Prisioneiros não conhecem os fatos, lidam com versões. Não conhecem objetos, sempre visualisaram apenas a sombra projetada. Não conhecem a voz e a palavra, pois lidam com o eco, o único som que chega ao fundo da caverna. Quando o Prisioneiro da Caverna de Platão consegue libertar de suas amarras ele ascende até ao meio externo à caverna e recebe o impacto do sol, da luz. Lentamente, sua pupila calibra a dilatação e a imagem real é percebida pela primeira vez.


















